sábado, 27 de maio de 2006

... apreciando a vida.



Ultimamente tenho pensado sobre como podemos aproveitar melhor a vida. Díficil?! Não... imagina!

Acho que passamos mais tempo querendo coisas que realizando. Lastimando que agradecendo. Pedindo que reconhecendo... e por ai vai uma série de posturas que, se assumissemos, facilitaria nossa percepção do que é de fato "estar bem".

Confudir felicidade com alegria é fruto dessa falta de percepção... esclarecendo: Alegria - Estado ou condição de alegre; Felicidade - Essência existencia traduzida no conjunto de estados [alegria, contentamento, êxito, sucesso].

Outro dia numa palestra uma senhora disse: "para percebemos o quanto somos felizes, basta pararmos um pouco e olhar para os problemas alheios"... traduzindo: nos queixamos porque não temos sapatos novos, quantos não têm pés?... nos queixamos por não ter que um amor, esquecemos da nossa mãe, do pai, da familia, dos amigos... quantos estão sós?!...

Resumindo, deixamos há muito de apreciar a vida. E como diria um psicopata num filme que vi na última sexta: "Quem não aprecia a vida, não merece viver". Eis a justificativa pela qual ele tirava a vida das pessoas... bem plausível a teoria dele, né?! [vamos abstrair o fato de que se tratava de um louco]

É isso... palavra de ordem hoje: olhar. Vamos perceber as coisas pelo que elas têm de bom. Sim, sempre há algo de bom, mesmo quando não parece. Quem sabe assim paremos um pouco de reclamar da vida e passemos a apreciá-la.

V.L.

FOTO: Vinícius Lírio [sim eu que tirei]. Queimadas/Bahia. Acampamento. Casa onde minha mãe viveu na infância e adolescência, fases em que talvez melhor tenha apreciado à vida!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

...soprando ao vento


ao vento da noite
sussurro sete segredos:
tudo que tenho por fora
tudo que tenho por dentro
que o vento vá levando
minha sede
pule cercas pule
abra porteiras no mar
derramando meu recado
nos quatro cantos do ar.

[Roseana Murray]

coisas das aulas de expressão vocal. mas de que serve a voz se não para soprar ao vento tudo... venha de fora, saia de dentro [vale a redundância] para deixar para os outros uma quimera que leve ao acaso do caso de um ser.

V.L.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Quando as máscaras sobem...


... já diziam os sábios: "o tempo é o Senhor da verdade". A época é de máscaras... profissionais, amigas, amantes, amorosas... eu, você... e quem não tem?! Precisamos delas para seguir... sem elas até chegarmos à esquina mais próxima seria difícil, tamanho constrangimento de nos mostrar nús...
... boa questão: quantas vezes nos mostramos NÚS de verdade? Sim, porque mesmo estando nús literalmente, ainda assim estamos tomados por uma enorme vestimenta que disfarça, engana, revela, ou mesmo, cala-nos...
... cheguei no X da questão: a máscara que cala a voz... as máscaras! Deixamo-nos calar pelo medo de ser, de sentir, de se fazer conhecer, de se fazer sentir pelos outros e, mais ainda, por si mesmo...
... crianças de colo... acho que se não o único, essa fase traz uns dos poucos momentos em que realmente estamos nús, de corpo e alma... se sentimos fome, choramos, berramos... se algo ou alguém nos incomada, novamente choramos e berramos... essa série de berros e choros vai nos revelando ao mundo.
... ah se as máscaras que nos subiram à face não nos impidisse os berros e choros... pensando bem, acho que seria barulho de mais!
... bem, uns tempos sem postar, pretendo voltar a fazer isso mais corriqueiramente...
Até a próxima... sem berros e nem choros...

V.L.

domingo, 23 de outubro de 2005

..desanimando... um estado exitencial.


Quem nunca esteve num momento legal da vida e ainda assim sentia-se sem vontade...?
...sem vontade ser, de estar, de sentir, de fazer... sem vontade!
Pois é, todo mundo, pelo menos uma vez na vida, passa por um estado de desanimação... é quando estar desanimado torna-se, por alguns instantes, um estado existencial. A vontade de viver as coisas se prosta num estacionamento da existência e tudo parece sem graça, sem 'porque' de ser, sem ter 'pra que' ser...
Conselhos como: " Anime-se!"... "Não se deixe abater!"... "Vai passar!" e outro afins parecem cantigas de ninar. Sim, quando somos crianças, sabe porque dormimos ao ouvir cantigas de ninar? Não, não é pelas doces letrinhas, pelo medo do 'boi da cara preta'... mas pela sonoridade que parece não se diferenciar. Quando nós dormiamos ao escutá-las [e até hoje se as escutarmos concentradamente dormiremos] é porque deixamos de prestar atenção nas palavras e escutamos somente a sonoridade que elas têm.
O mesmo acontece com esses 'toques'. Ninguém jamais poderá dividir a angústia de um ser consigo. O máximo que se poderá fazer é dar um apoio... tal como estamos cansados de ficar em pé numa fila de banco, numa viagem longa em pé no ônibus... procuramos logo uma pilastra, um balcão... quarquel ponto fixo para nos apoiar e depositar nosso peso.
Bom, mas dias melhores sempre vêem e o desânimo passa a ser um estado passageiro, ou seja, apenas um 'ficado'. Assim esperamos...
V.L.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Lutando... perdendo/ganhando... aprendendo...

Quando toda semana, ou melhor, todo dia começa, abre consigo uma nova caminhada. Caminhamos, tropeçamos, caimos [ou damos uma corredinha pra desfarçar o tropeço], levantamos... o fato é que, o lugar onde tropeçamos acaba de ser registrado em nossa memória e a cada nova passagem por ele, estaremos atentos [ou, ao menos, tentaremos estar] para aquilo que nos fez tropeçar.
Invarialmente, a vida é feita disso. De tropeços, saltos, quedas, num eterno sobe e desce, tão emocionante quanto as voltas no Viking [sim, tenho trauma até hoje]... desse pacote também fazem parte as náuseas, o medo e a desistência.
Lutar, sempre... cair, levantar sempre... persistir numa luta perdida?! Por quê? Quedas contínuas no mesmo lugar... eu diria alienação ou, no mínimo, falta de atenção. Caímos para aprender a levantar e a formar uma nova resistência para uma experência similar.
Disso tudo, o importante é extrair uma espécie de sumo que lhe traga a 'moral da história'. Quando crianças, em tudo buscamos esse sentido. Quando adultos, sentimo-nos como que 'o conhecimento' em si... e é ai que o aprendizado se perde... e o sentido também.
A palavra de ordem é: ATENÇÃO!
A vida está a te dar continuas 'morais da história'...
E viva o ETERNO RECOMEÇO!
V.L.