domingo, 17 de fevereiro de 2008
Bilhete no escuro
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Do Momo
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Só
Como está tudo por aí? Continua trabalhando na assistência ou resolveu abandonar "gente"?
E por falar em gente, essa noite, enfim, fiquei só. Foi bom, pude avaliar como é ficar sozinho. Não gostei muito da sensação, embora o silêncio tenha uma ótima sonoridade.
Senti como se uma bolha inquebrável me envolvesse e por mais que um mundo cheio de possibilidades circulasse por fora, não conseguia perfurar aquela límpida camada azul e, paradoxalmente, sair para entrar (e viver). Ainda que visse aquilo tudo a minha disposição.
Quando enfim me dispus a sair, não pude. Estava preso por uma muralha interna que limitava minhas vontades. Vi como podemos, numa noite, Isa, passar de vida a sobrevida.
Mas o dia amanhaceu e tive que enfretar o barulho da realidade, que não me conforta e me obriga a conviver com ele.
Falar em realidade, a minha me chama. Tenho que ir. Em breve volto a te escrever.
Forte abraço e lembraças a seus pais.
Vinícius
domingo, 13 de janeiro de 2008
Km 42
domingo, 6 de janeiro de 2008
De Mal
Oi, Sarah.
Não quero mais falar com você. Não consigo desculpar por você ter colocado aquele cabo de vassoura na jante da minha bicicleta. Machucou feio, sabia?!
Eu sei que você tinha que ir, porque cada um é responsável pelas gotas que nos molham. Mas você poderia, ao menos, ter me ajudado a secar, não só a água, mas o sangue que ainda escorria da queda que você me deu.
Lição aprendida. Percebi que gostar de você me fazia mais mal do que bem. Que você era como uma coca-cola gelada sobre minha gastrite: gostoso no momento; dor pontiaguda e solitária depois. Decidi que queria me curar disso.
Outra lição aprendida. Vi que para ser feliz no amor, basta amar a pessoa certa. Acho que quem provoca feridas em alguém que nos ama não seja essa pessoa.
Vinícius.




